Blog de Flávio Romanto


OU ENTÃO...

Yankes, go home!!!

Escrito por Flávio Romanto às 18h24
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JUST TWO WORDS ...

FORA BUSH!!!

Escrito por Flávio Romanto às 23h05
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O DEBATE QUE NÃO FOI FEITO

A história é a mesma. Diante de um crime bárbaro, a sociedade comovida se apressa em exigir uma resposta imediata do Estado. Sempre respaldada pelos “arautos da democracia” ou “guardiões da ordem” como a Revista Veja, Rede Globo, políticos-coronéis e demais setores conservadores.   

Apesar de ser justificável a indignação, a comoção que impera nessas situações impede, na mesma proporção, o pensar sobre o tema. E é justamente aí que tem início as propostas limitadas e conservadoras que não atacam as causas do problema.  

O caso recente da tragédia envolvendo o menino João Hélio reacendeu a idéia da redução da maioridade penal. O equívoco, porém, está em não conceber que a crescente marginalidade está diretamente ligada à ausência de políticas sociais. De nada adiantaria reduzir a maioridade penal se uma mudança estrutural não for implementada, ou então chegaremos ao estágio de mandar para a cadeia qualquer recém-nascido que leve características de meliante.     

É a falta de condições, a baixa escolaridade e a inexistência de uma perspectiva de melhora que faz com que milhares de jovens sejam cooptados para o mundo do crime. A violência vivenciada pelo brasileiro e a existência de um estado paralelo é resultado do ônus social causado pelo neoliberalismo, onde o mercado impera em detrimento do social, graças à  saída de cena do Estado, marca registrada do modelo neoliberal.

O mais irônico é que essas mesmas instituições que clamam por uma atitude à altura do governo são aquelas que defenderam esse modelo implantado em larga escala a partir de FHC.    

Por outro lado, por que então não se investe em projetos sociais? A resposta é simples: não há interesse porque estes não são mensuráveis e os resultados só são observados em longo prazo. Por isso, é muito mais interessante investir em obras ou presídios, já que as edificações podem ser vistas, tocadas e, por sua vez, permanecem na memória do cidadão na hora do voto.

Desta maneira, permanece intacto o curral eleitoral que leva aberrações como Maluf de volta ao Congresso, mesmo diante das irrefutáveis denúncias de corrupção que pesam sobre suas costas.      

 

 

 

 



Escrito por Flávio Romanto às 12h11
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